Os maiores vigaristas do mundo

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Frank Abagnale – O Rei dos Golpes Curiosos

Frank William Abagnale foi um dos maiores falsificadores que os Estados Unidos já teve na sua história.
A sua história de vida serviu de inspiração para o filme “Catch Me If You Can” (Prenda-me se for capaz), baseado na sua biografia não oficial de mesmo nome. O seu primeiro golpe foi cheques sem fundo, que descobriu que era possível quando foi forçado a fazer cheques com quantias superiores ao que tinha guardado. Isso, entretanto, funcionou até a hora que o banco parou de emitir mais cheques, o que fez com que abrisse mais contas em bancos diferentes, eventualmente criando novas identidades para isso. Por um período de dois anos, Abagnale disfarçou-se de piloto da companhia aérea Pan Am “Frank Williams” para obter voos de graça pelo mundo por deadheading (pilotos ganham viagens de graça para outras cidades pelo mundo por outras companhias aéreas como cortesia quando precisam fazer voos nestas cidades) em voos normais. No primeiro destes voos, não sabia onde estava o seu assento. Uma hospedeira teve o privilégio de mostrar a Abagnale onde estava o assento. Ele conseguiu falsificar um cartão de identificação da Pan Am através de um modelo e um certificado de piloto da FAA (Federal Aviation Administration). Ele também conseguiu um uniforme da Pan Am fingindo ser um piloto autêntico que perdeu seu uniforme. Frank também forjou outros títulos que lhe fizeram trabalhar sob 8 identidades, além de ter usado muitas outras para forjar cheques, cujo volume de prejuízos passou de 2.5 milhões de dólares em 26 países. Com todo o dinheiro disponível devido aos golpes baixos, criou um estilo de vida, namorando comissárias de bordo, comendo em restaurantes caros, comprando roupas caras. Frank foi preso na França em 1969 quando uma comissária da Air France reconheceu o seu rosto no cartaz que anunciava a sua captura. Quando a polícia francesa o prendeu, todos os 26 países em que cometeu fraude pediram a sua extradição. Em 5 anos, um jovem nova-iorquino de classe média fingiu ser piloto de avião, médico, advogado e professor. Passou cheques falsos em quase todos os estados americanos e em mais de 10 países. E fez uma fortuna de milhões de dólares. Frank começou a carreira aos 16 anos, quando passou mais de 3 mil dólares em cheques sem fundos do pai dele em postos de gasolina. Pouco tempo depois, virou profissional no ramo. Passou a abrir contas com documentos falsos e a imprimir seus próprios cheques. Para levantar menos suspeitas na hora de sacar dinheiro, fingiu ter uma das profissões que mais davam status nos anos 60: piloto de avião. Com menos de 21 anos, Frank já tinha acumulado mais de 500 mil dólares. Passou 5 anos na prisão, e acabou solto com a condição de ajudar o governo a prevenir fraudes com documentos. Actualmente ele preside a Abagnale and Associates, uma empresa de consultoria contra fraudes financeiras.

 

Victor Lustig – O Vendedor da Torre Eiffel

Em 1925, o elegante e mundano vigarista Austro-Húngaro Victor Lustig, que se fazia chamar “o Conde”, conseguiu dar o “golpe da sua vida”, vendendo a Torre Eiffel a um ingénuo negociante de sucata. Aproveitando que a câmara da capital estava com graves dificuldades financeiras, que impediam inclusive reparar o oxidado monumento, Lustig se instalou na suíte mais elegante do Hotel de Crillon, em frente à Praça de la Concorde, com uma estupenda vista para a sua futura vítima. Graças a um falsificador conseguiu várias folhas em branco, envelopes e selos com o carimbo da Câmara de Paris e convocou por escrito os cinco mais importantes comerciantes de sucata do país, para lhes propor um grande negócio que exigia o máximo de discrição. Os cinco interessados foram ao encontro, e Lustig, no meio de aperitivos e taças de champanhe, revelou-lhes que havia sido designado pelas autoridades municipais para vender a Torre Eiffel à melhor proposta. Enquanto explicava as dificuldades financeiras que obrigavam a câmara a se desfazer do monumento, observava seus cinco interlocutores para detectar o mais ambicioso e ingénuo ao mesmo tempo. 48 horas depois recebia cinco envelopes fechados com propostas de compra. Só se interessou por aquele que achava que cairia mais facilmente nas suas mãos. Convocou-o no dia seguinte para lhe comunicar que a sua proposta era a que tinha sido aceita. “Mas você sabe que nestes casos costuma-se fazer chegar discretamente ao senhor Presidente uma quantia correcta em dinheiro vivo, para lhe agradecer o seu apoio”, disse-lhe Lustig, o que o futuro novo “dono” da Torre aceitou imediatamente. Um dia depois, o feliz comprador chegou a vê-lo com uma pasta cheia de cédulas e acertou voltar à tarde para assinar a transferência oficial. Qual não foi a sua surpresa, ao constatar que “o Conde” tinha feito as suas malas, pago a conta e deixado o hotel com destino desconhecido. Lustig era mestre porque sabia enganar malandros. E que malandros. Certa vez, o golpista procurou ninguém menos que Al Capone, oferecendo um esquema para fazer o dinheiro dele dobrar em dois meses com uns investimentos. O mafioso lhe deu 50 mil dólares, junto com uma descrição do que lhe aconteceria se o enganasse. Aí Lustig simplesmente guardou tudo no cofre. E dois meses depois, devolveu tudo para Capone, pedindo desculpas e contando que o esquema de investimentos tinha falhado. Grato por Lustig ter sido tão honesto, Al Capone lhe deu 5 mil dólares como prémio. E era o tal prémio que Lustig esperava desde o começo. Outro golpe que ele aplicava em golpistas era vender máquinas de falsificar dinheiro. Ele escolhia um bandido e contava que tinha um aparelho fantástico, capaz de copiar notas. “Só que leva 6 horas para que o trabalho fique ok”, dizia. Então ele colocava uma nota de 100 dólares na máquina para demonstração. Seis horas depois, saía uma “cópia” perfeita (Lustig colocava duas cédulas verdadeiras lá dentro antes, claro). Depois de receber o dinheiro pela venda da máquina, ele ia embora. E o comprador só percebia o engodo depois de 6 horas. Em 1934, finalmente, a carreira dele acabou. Lustig foi preso e mandado para Alcatraz, onde fez companhia ao amigo Al Capone.

George Parker – O Audacioso

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Parker foi um dos mais audaciosos vigaristas da história americana. Ele fez a sua vida vendendo marcos públicos de New York para turistas incautos. O seu objecto favorito para venda era a Brooklyn Bridge, que ele vendeu duas vezes por semana durante anos. Convencendo os clientes ingénuos que com a compra da ponte Brooklyn, os contemplados donos da ponte podiam ganhar uma fortuna controlando o trânsito, mediante um pagamento de uma portagem. Mais de uma vez a polícia teve que remover os ingénuos compradores da ponte que tentavam erguer barreiras. Outros marcos públicos que ele “vendeu” foram: o Madison Square Garden, o Metropolitan Museum of Art, Grant’s Tomb e a Estátua da Liberdade. George tinha muitos métodos diferentes para fazer a sua venda. Chegou a criar um falso “escritório” para gerir seus imóveis. Ele produziu um enorme e impressionante quantidade de documentos falsos para provar que ele era o legítimo proprietário de cada um dos imóveis que colocava à venda.

 

Joseph Weil – O Sedutor de Pessoas Honestas

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Joseph “Yellow Kid” Weil foi um dos mais famosos vigaristas da sua época. Ao longo da sua carreira, acredita-se ter roubado mais de 8 milhões de dólares. Os seus amigos mais próximos diziam que o seu grande trunfo era conhecer muito bem a natureza humana. A sua frase célebre: “Eu não aplico golpes em pessoas honestas, somente naqueles que acham que podem ganhar algo sem dar nada. Para essas, eu dou nada, em troca de algo”. Weil também dizia que a maioria das pessoas que conhecia possuia o que ele chamava de “lado animal” muito mais forte que o seu lado racional, e o apelo de “ganhar algo sem dar nada” seduzia a maioria das pessoas: “Quando as pessoas aprenderem – e eu duvido que elas irão – que não podem ganhar algo de graça, o crime irá desaparecer e viveremos em grande harmonia”.

 

Bernard Madoff – Golpe Milionário e Símbolo da Crise Mundial

Se Charles Ponzi foi o pai da fraude financeira mais consagrada por vigaristas no mundo inteiro, Madoff é o responsável por sofisticar as pirâmides financeiras. O vigarista apresentava-se como um hábil investidor e filantropo judeu nos Estados Unidos. Em 1960 fundou uma sociedade de investimento que se tornou queridinha dos engravatados de Wall Street. Mas de génio das finanças, Bernard Madoff não tinha nada. Ele formou uma grande pirâmide especulativa, assim como seu guru Charles Ponzi. O mentiroso simplesmente usava o dinheiro aplicado por novos investidores para remunerar os antigos. Assim como toda a pirâmide, quando a sociedade de investimento parou de receber novos membros, o esquema se desmontou. No total, o calote foi de mais de 50 biliões de dólares, um verdadeiro recorde. Grandes bancos como o HSBC e o Santander perderam muito dinheiro por causa de Madoff, eleito como um dos símbolos da Crise Económica Global. O mentiroso, hoje em dia, repousa na prisão, após ter sido condenado a 150 anos nos Estados Unidos.

Charles Ponzi – O Rei de Boston

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Charles Ponzi (também conhecido por Carlo Ponzi, Charles Ponei, Charles P. Bianchi e Carl) foi o italiano que se tornou um dos maiores trapaceiros de toda a história dos Estados Unidos. Os seus primeiros anos nos Estados Unidos foram incomodativos. Ele começou a trabalhar no restaurante, mas logo foi despedido por usar de truques para enganar no troco os clientes. Emigrou para os EUA em 1903 e desde o início teve problemas com a justiça falsificando cheques e cometendo outros pequenos crimes (falsificação de documentos, pequenos roubos, etc.) tanto nos EUA quanto no Canadá onde viveu durante um tempo. Em 1918, em Boston, casou com uma outra emigrante italiana e no ano seguinte iniciou, sempre em Boston, o seu mais famoso esquema de fraude – o das pirâmides. É dele a ideia de gerar rendimento absurdamente alto a pessoas, custeado por novos investidores, sem que a receita seja gerada por algum negócio real. Nos últimos anos, o americano Bernard Madoff ficou milionário graças a um esquema fraudulento baseado no “esquema Ponzi”. Durante alguns meses, enquanto durou a fraude, foi uma das pessoas mais admiradas de Boston e um dos pilares da comunidade. Mudou para uma mansão e participava de obras de assistência. Foi para prisão várias vezes no Canadá e nos EUA. Em 1934, quando saiu da última prisão foi deportado de volta para Itália onde tentou novos esquemas, mas sem sucesso. Finalmente mudou para o Brasil onde trabalhou como representante das linhas aéreas italianas até que estas foram fechadas por causa da guerra. Acabou pobre, doente e esquecido, no hospital para indigentes. Morreu em Janeiro de 1949 num hospital para indigentes no Rio de Janeiro.

Marcelo Nascimento – O filho do Dono da Gol

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Quase não dá para acreditar. Mas grande parte das aventuras vividas pelo paranaense Marcelo Nascimento da Rocha – ou Victor Hugo, Juliano Silva ou Marcelo Ferrari Contti, outra de suas 16 identidades – é verdadeira, como confirmaram testemunhas e reportagens. A sua ousadia maior foi ter-se passado por Henrique Constantino, filho do dono da empresa de aviação Gol. A escritora Mariana Caltabiano compilou esse e outros casos de Nascimento durante um ano gravando depoimentos seus na prisão do Centro de Triagem de Curitiba. O fruto das entrevistas é o livro “Vips – Histórias Reais de um Mentiroso”, em que Nascimento relata, em primeira pessoa, aventuras dignas de um filme. Apesar de ter passado a maior parte de seus 29 anos entre mentiras e vigarices, Nascimento só ficou famoso em 2001. Naquele ano, fugindo à polícia depois de ter sido preso no Acre transportando drogas no avião que pilotava, ele resolveu se divertir. Passou quatro dias num camarote do Recifolia, o Carnaval fora de época da capital pernambucana. Comeu, bebeu e foi elogiado por famosos e modelos usando o nome de Constantino, filho do dono da Gol. Tirou fotos com a modelo Joana Prado, a Feiticeira, então no auge da fama. Foi apresentado pela directoria do Recifolia a Amaury Jr., o que lhe rendeu uma entrevista para a TV. “Fiquei extremamente impressionado com ele, porque é uma pessoa de alto magnetismo”, contou o apresentador à autora do livro. Amaury até pegou boleia no jacto que o “filho do Constantino” havia emprestado a companhia aérea, e ficou surpreendida quando soube da farsa. Nascimento foi condenado por cinco crimes: fraude, falsidade ideológica, associação com o tráfico, apropriação e uso indevido de farda e insígnia, no caso deste último pela Justiça Militar. No tempo em que serviu o Exército, fingiu ter uma patente maior e vendeu motos que seriam leiloadas. As vigarices que conta no livro poderiam colocá-lo em mais uma série de inquéritos policiais e desencadear outras sentenças. O vigarista está numa prisão em Avaré, no interior de São Paulo, e ficará preso por mais quatro anos. Isso se não fugir da cadeia, como já fez três vezes, inclusive enquanto Mariana preparava o livro.

Eduardo de Valfierno – Um Ladrão de Bom Gosto

Eduardo de Valfierno

O italiano Vincenzo Perugia talvez seja o único pintor de paredes a entrar para a história da arte. O seu feito deu-se em 1911, quando roubou nada mais nada menos que o quadro mais famoso do mundo, a Mona Lisa, do Museu do Louvre, de Paris. O ladrão foi apanhado em flagrante quando tentava revender a obra-prima de Leonardo da Vinci e condenado em 1914. O mentor do crime foi um artista chamado Eduardo de Valfierno. Nos anos em que a obra esteve desaparecida, Valfierno vendeu seis quadros forjados por 300.000 dólares cada um. O Louvre garante que recuperou o original de Da Vinci.

Robert Hendy-Freegard – O Galã

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As vítimas de Robert Hendy-Freegard, de 34 anos – pelo menos seis mulheres endinheiradas – foram convencidas de que corriam risco de vida por terem se ligado a ele e foram obrigadas a viver fugindo e apavoradas. Segundo o diário britânico “The Times”, enquanto elas se escondiam para se proteger de uma falsa ameaça, ele aproveitava para levar uma vida luxuosa, comprando carros avaliados em 250 mil libras. A polícia disse ao jornal que existe suspeitas de que existe outras vítimas que não foram citadas no julgamento – uma delas seria brasileira. A sua trajectória de falsário começou quando trabalhava como barman num bar da cidade de Newport. Na época, no início dos anos 90, havia muita actividade do grupo radical irlandês IRA naquela região. Isso ajudou a alimentar a ficção criada por Hendy-Freegard. Ele conheceu três jovens estudantes de famílias ricas (duas mulheres e o namorado de uma delas) e os convenceu de que era um agente do MI5 investigando uma célula do IRA com planos de explodir uma bomba na universidade.

 

Christophe Rocancourt – O Rockefeller Francês

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Christophe Rocancourt não assassinou ninguém, não é terrorista nem ladrão de banco, mas já esteve na lista dos mais procurados pela polícia americana. Seu crime? Passar a perna em gente da alta roda de Nova York e Los Angeles. Nascido na França em 1967, o malandro gostava de dizer que se chamava Christopher Rockefeller e que era um descendente francês do magnata americano. Mas essa era só uma das 12 identidades falsas dele. Christophe também se apresentava como parente da actriz Sophia Loren, do estilista Oscar de la Renta e do cineasta Dino de Laurentiis. O seu principal golpe era convencer as pessoas a deixar uma boa quantia de dinheiro com ele para ser investida no esquema altamente lucrativo. A garantia era o sobrenome Rockefeller, e o rosto bonitão ajudava a passar confiança. Em outras ocasiões prometia emprestar grandes somas de dinheiro, desde que recebesse um módico adiantamento. Em 2001, Rocancourt acabou preso. No julgamento, foi acusado de fraudar 19 pessoas e condenado a 4 anos de prisão. Ele mesmo estima que, em sua vida de golpista, arrecadou pelo menos 40 milhões de dólares. Ninguém duvida: quando foi preso, o francês tinha dois Ferraris, um jipe que já tinha sido do bilionário inglês Dodi al Fayed, era dono de um andar no Regent Beverly Wilshire Hotel, no bairro mais chique de Los Angeles, e andava com um segurança a tiracolo. Além disso, o “Rockefeller” era casado com a modelo Pia Reyes, ex-coelhinha da Playboy. Nada mal para quem nasceu numa cidadezinha do interior da França. Filho de um pintor e uma prostituta, aos 9 anos de idade foi abandonado no orfanato. Quando saiu de lá aos 16, foi para Paris tentar a carreira de modelo e chegou a aparecer na capa da Vogue italiana. Mas aí ele descobriu que podia ganhar dinheiro de um jeito mais fácil. Começou a falsificar cheques e participou do assalto a uma joalharia suíça. Mas a polícia nunca conseguiu provar o seu envolvimento nesses crimes. Apesar desse currículo, Rocancourt jura que nunca roubou ninguém. Numa entrevista para a rede de TV americana CBS em 2003, ele se justifica. “Eu quebrei uma promessa, isso faz de mim um ladrão? Eu realmente fiz um empréstimo, mas não tomei, não furtei nem nada”.

 

Omar Kayan – O Homem mais Inteligente do Mundo

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Em 2000, surgiu na imprensa brasileira, um figurão alegando, aos 99 anos, falar 33 idiomas e 72 dialectos. Omar Kayan dizia ter 107 títulos de doutor e três indicações ao Prémio Nobel. Ninguém no país tinha ouvido falar dessa prodigiosa inteligência. Mesmo assim, o senhor com ares de profeta enganou todo mundo direitinho. Deu entrevistas para os grandes jornais e chegou a ocupar dois blocos do Programa do Jô Soares. Khayam na verdade se chamava Alexandre Selva, tinha 62 anos, e não era doutor, tratava-se apenas de um charlatão que se fazia passar por génio para dar palestras e facturar dinheiro. Um vigarista de marca maior. Pior, Selva alegava ter poderes paranormais e cobrava para supostamente, curar pessoas com a força do pensamento. A fama acabou derrubando Selva. O malandro ficou tão conhecido pelo Brasil fora que foi descoberto por pessoas que haviam sido prejudicadas por ele anos antes. Acusado desapareceu subitamente do público.

Milli Vanilli – Os Cantores do Playback

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O mundo das artes está cheio de mentirosos. Na música, nenhuma fraude é tão arrasadora quanto a que a dupla Milli Vanilli criou. No começo dos anos 90, sucessos como “Blame it on the Rain” e “Girl You Know it’s True” não paravam de tocar nas rádios. Venderam milhões de discos com seus dois álbuns, lançados em 1988 e 1990. A dupla chegou a ganhar um Grammy, em 1990, como Melhor Artista Iniciante. Mas Milli Vanilli não era real. Quer dizer, Fab Morvan e Rob Pilatus dançavam, requebravam e tinham boa pinta, mas não cantavam. Quem cantava nos discos em nome do Milli Vanilli não aparecia em frente das câmeras. O diabólico plano de conquista das rádios pelo globo foi idealizado pelo produtor Frank Farian que cansado de não conseguir fazer sucesso, decidiu montar a dupla falsa. Aos poucos os meios de comunicação social começaram a desconfiar de Milli Vanilli. Em 1989, durante um show para a MTV, a fita do playback enroscou e a dupla de mentirosos passou vergonha em frente a 80 mil pessoas. Em Novembro de 1990, finalmente Farian revelou a fraude. O Milli Vanilli teve de devolver Grammys conquistados. Anos mais tarde, os dois músicos tentaram voltar, desta vez cantando de verdade. Em 1998, Pilatus foi encontrado morto por overdose num hotel em Frankfurt. Morvan teve mais sorte e hoje, trabalha como músico e locutor de rádio.

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  1. rosemar disse:

      milli vanilli rob pilatus e fab morvan o mesmo que levantou eles foi o mesmo que derrubou eles frank farian quando ele podia dar uma força ele tirou a força

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