Motivos para minimizar à goleada da Alemanha

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Perdemos! Perdemos feio – até Os Simpsons profetizaram essa derrota (veja aqui). Mas se tem uma coisa que brasileiro sabe fazer na internet é “ver graça” na “desgraça” alheia. E o povo não deixa de estar certo, talvez o bom humor do nosso povo em um momento como esse faz a gente lidar melhor com a frustração e a tristeza de ter tomado uma surra homérica, histórica, implacável. Perder de 7 x 1 é ruim. Principalmente por se tratar da semifinal do maior campeonato de futebol do mundo. E acho que nem preciso falar da humilhação de ver os adversários marcarem 6 x 0 sem comemorar o sexto gol. Fomos tratados como time pequeno. Desliguei a televisão e fui ver a cena quase pornô que aconteceu em uma partida de Handebol Feminino (veja aqui).

Mas pardemos. Já foi. Vida que segue. Agora é hora de parar um pouco e olhar de um outro ângulo tudo que aconteceu na partida de hoje (08/07) entre Brasil e Alemanha. E vendo por esse ângulo, a galera do site Rede Brasil Atual conseguiram fazer quase que o impossível! Listar 7 motivos para agradecer à Alemanha pela goleada!

Todo mundo aqui preferiria um 1 x 0 honesto. Mas já que apanhamos de havaianas de pau…

1) Barbosa é inocente

barbosa goleiro

Que o goleiro da seleção brasileira na primeira copa realizada no Brasil, a de 1950, foi bode expiatório do Maracanazzo, quase todo mundo sabe. Mas os 7 x 1 de hoje foram a pior derrota da história do futebol brasileiro. Disparado. Não foi na final, foi nas semifinais. Mas foi a maior goleada em copas e igualou-se à pior goleada fora de copas (6 x 0 imposto pelo Uruguai em 1920). O culpado pela derrota mais dura e marcante do Brasil em copas não é Barbosa porque a mais terrível e dolorosa derrota brasileira não é mais a da Copa de 1950. Outros algozes de desclassificações, como Toninho Cerezzo, em 1982, Carlos, em 1986, também estão todos isentos.

2) Mudar tudo é inevitável

mudar

Treinadores brasileiros não conseguem aproveitar o potencial individual dos talentos que ainda existem — em quantidades menores do que no passado, mas ainda em volume relevante. A organização da CBF, a forma como a preparação para a copa é feita, a formação de atletas… É hora de mudar tudo no âmbito do futebol. Isso é uma constatação inegável.

3) Felipão e Parreira nunca mais pisam no banco da seleção

felipao e parreira

Luiz Felipe Scolari deixou o Palmeiras, rebaixado em 2012, para assumir a seleção. É um técnico ultrapassado taticamente. Carlos Alberto Parreira vai na mesma linha. Eles não voltam a comandar a seleção. Isso é positivo. O time alemão é bom e mostrou consistência. Mas, diante de uma Argélia e de uma Gana montadas para pará-los, foram parados. Contra o Brasil, só Joachim Löw se preocupou em aproveitar as falhas na formação defensiva do Brasil. A comissão técnica brasileira parece não ter feito o mesmo. Olhar o adversário e adaptar o estilo de jogo a isso é o mínimo.

4) Nunca mais o Brasil vai depender tanto de um craque só

neymar chorando

Apostar todas as fichas em um único talento (Neymar) não funciona para uma seleção como o Brasil. É necessário ter um mínimo de consistência tática para compensar a técnica que já não é tão abundante. Sem ter alternativas de criação de jogadas e de cadenciamento do jogo não dá.

5) Não haverá Maracanazo

maracanazo

Foi um Mineiraço, é verdade. Mas não se repetiu a história. Porque a história só se repete como farsa. Aliás, já tem gente sentindo saudades do Maracanazo.

6) Zúñiga não precisa ser linchado

Zúñiga

O autor da entrada violenta que tirou Neymar da Copa não é o responsável pela eliminação do Brasil. Porque um massacre de 7 x 1 não é fruto da ausência de um jogador (ou dois, considerando a suspensão de Thiago Silva). É culpa da falta de tudo. E de méritos do adversário.

7) 2014 já é a segunda copa com mais gols marcados da história

copa do mundo

Na fase de grupos, era uma pujança de gols marcados. Goleadas, viradas… Nas oitavas, uma magreza, com placares apertados, o maior número de prorrogações da história desta etapa e três decisões por pênaltis. Nas quartas, ainda pior, uma média de gols de 1,25 por jogo. Os oito assinalados em apenas uma partida da semifinal representam mais do que os feitos nas quatro partidas das quartas. O total subiu para 167 e a média de gols por jogo alcançou 2,74. Em números absolutos, a Copa no Brasil passou a de 2002 e só precisa de mais quatro gols para igualar a marca de 1998. Valeu, Alemanha, por quebrar esse galho para o Brasil.

Bônus: Contrapartida do Brasil

klose ronaldo

Para deixar o placar em 7 x 1, incluímos aqui um bônus daquilo que o Brasil proporcionou para a Alemanha. Miroslav Klose ultrapassou Ronaldo, Fenômeno, em uma partida contra o Brasil e no Brasil. Ele quebrou o recorde de partidas vitoriosas em copas, antes de Cafu. Fez do time de Joachim Löw o melhor ataque disparado da competição. E por aí vai.

Fonte: www.mundopocket.com.br

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