Bloody Mary – Lendas Urbanas

Reza a lenda, que há muito tempo atrás uma bela mulher vivia em um apartamento de uma cidade grade, bem próximo ao centro. Durante muitos anos ela morou sozinha com sua filha, pois o pai simplesmente a abandonou logo que a criança veio ao mundo, deixando uma mãe solteira tendo que enfrentar a vida sozinha.

Bloody Mary a lenda

Bloody Mary ou Loira do Banheiro

Dizem que em uma noite de sexta feira 13, a mulher estava olhando TV com sua filha e em um momento ela se levantou, foi até o banheiro, tirou tida sua roupa e chamou sua pequena filha, mas com uma voz rouca o que fez a menininha ir até o banheiro com medo.

Assim que a garotinha entrou, a mãe trancou a porta e jogou a chave no vaso dando a descarga. Naquele segundo a mulher se transformou e começou a socar o espelho, até que ele se quebrou e com os pedaços de vidro ela cortava seu próprio corpo em frente à filha. Cada vez que ela enfiava um pedaço daquele espelho quebrado a garotinha gritava mais e mais alto.

Com o corpo muito cortado e o sangue escorrendo por todos os lados, a mulher enfim enxergou sua filha e como se ela fosse um monstro, simplesmente atacou a pequena com toda a força, cada vez que o vidro entrava no corpo da criança mais forte a mãe o enfiava na outra vez. Assim ela atacou, até perder as forças e ter o corpo da sua filha dilacerado e deitado em cima de uma poça de sangue, irreconhecível, pois o sangue e a carne cortada não lembravam em nada o rosto angelical da menininha.

Como se tivesse se arrependido do que fez a mulher começou a chorar, enquanto seu corpo derramava sangue em por todos os cantos. Sem pensar ela começou a se cortar ainda mais e se debater nas paredes.

Certa hora começou a bater com a própria cabeça no espelho e mais um pedaço de vidro caiu. Ela o pegou e olhou por um segundo. Depois se virou para o corpo da pequena e viu aquela massa de carne, sangue e ossos atirada no chão. Talvez por aquele mínimo tempo ela tenha recuperado sua consciência.

Logo em seguida ela pegou um pedaço de vidro em cada mão e os ergueu até a altura dos olhos. E ficou ali, encarando o pedaço de espelho que havia matado sua filha. Sem pensar, por nem mesmo um milésimo de segundo, ela moveu seus braços com toda a força e cravou os dois pedaços dentro dos seus olhos e eles entraram tanto, que mal se podia vê-los quando o corpo da milhe veio ao chão…

Historia Bloody Mary

Vinte anos depois, três lindas meninas estavam sozinhas em casa em uma noite, quando seus pais haviam saído para participarem de uma reunião. Elas brincavam e contavam histórias no quarto. Depois de mais de duas horas, as três resolveram se maquiar, porém o espelho do quarto era pequeno demais, então foi decidido que iriam usar o do banheiro.

Fechadas lá dentro elas se pintaram com tudo que tinham e perderam a noção do tempo, mas naquele exato momento o relógio na cozinha marcava meia noite, era sexta-feira. Dia 13 de dezembro de 1996.

Poucos segundo depois da quinta se transformar em sexta, a luz do banheiro piscou três vezes, assustando a meninas que deram gritinhos, porém logo elas esqueceram e voltaram sua atenção para os batons.

Logo em seguida a luz piscou de novo, pelo menos umas nove vezes bem rapidamente. As meninas começaram a gritar, contudo a luz voltou e tudo parecia normal, alguns minutos depois elas estavam calmas.

Assim que as garotas conseguiram virar a sua atenção para as maquiagens de novo, a luz se apagou e uma risada insana pode ser ouvida, bem alta. A menina mais velha correu para a porta e tentou abri-la, mas estava trancada. Todas estavam presas lá dentro, morrendo de medo. Pouco depois as duas lamparinas que ficam ao lado do espelho começaram a piscar loucamente.

Em uma das vezes que ela acendeu, um rosto apareceu no espelho, olhando para as menininhas e com um sorriso debochado no rosto. Infelizmente elas não viram isso.

A luz parou de piscar e elas pararam de tentar abrir a porta. Naquele segundo elas viraram e enxergaram no espelho o rosto de uma mulher todo cheio de sangue, com os olhos furados e uma feição de dor eterna. As meninas simplesmente não conseguiram gritar, tamanho era seu medo. Durante alguns segundos a imagem as encarou e sorriu.

Aquele sorriso despertou as meninas que tentaram desesperadamente abrir a porta, mas parecia ser impossível fazer isso. De repente ouviu-se uma risada que foi ficando mais alta. Quando se olharam para trás, elas viram que a mulher do espelho, não estava mais dentro dele e sim vindo em direção a elas.

Em poucos passos a mulher chegou à primeira criança e sem pensar muito a estrangulou, até ver ela parar de se debater e seus lábios ficarem roxos. As outras duas irmãs batiam na porta com toda a força pedindo ajuda, porém ninguém as ouvia.

Depois de matar a primeira criança, a dama demoníaca pegou outra e começou a cortar os pulsos da menina, enfiando o caco de vidro que tinha na mão até ele atravessar o braço. O sangue jorrava para todos os lados sujando as paredes, enquanto a mulher rasgava o belo rosto da criança com os pedaços de vidro que tinha na mão.

Agora só restava mais uma garota viva, que mal se mexia paralisada com medo, ela era a mais velha e mais bonita de todas. Quando chegou bem perto, a mulher a olhou e disse:

– Você lembra minha filha, por isso não vai morrer, pois vai contar a minha história e dizer a todos que não matei minha filha, porque eu a amava mais do que tudo, alguma coisa tomou conta de mim…

Com os dois pedaços de vidro a mulher rasgou os olhos da menina, ela enfiou os cacos bem fundo, até que o sangue começasse a sair dos olhos da garota, como se fossem lágrimas de sangue…

E agora Bloody Mary

Hoje a menina cega vive em um hospício, pois ninguém acreditou que uma mulher saiu do espelho, matou suas irmãs e a deixou cega. Na verdade, a menina foi considerada culpada pelas mortes…

Dizem que toda sexta feira treze pelo menos uma menina é morta em um banheiro e normalmente está acompanhada. A sobrevivente sempre acaba contando a mesma história do espelho, mas ninguém acredita… Talvez seja por isso que a mulher do espelho continue matando, afinal ela só quer ser ouvida…

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